O médico do Santos FC Maurício Zenaide disse que a liberação de Ganso está dentro do cronograma de recuperação inicialmente estabelecido. Ele explica que, apesar da musculatura da perna do jogador já estar totalmente recuperada, há um tempo para a adaptação biológica do enxerto que substituiu o ligamento rompido no joelho de Ganso.
“Além da avaliação de ontem, o Ganso também havia passado por um teste isocinético, que avalia a força, potência e resistência muscular. A musculatura da perna operada já está totalmente restabelecida, o que é extremamente importante. Porém, ainda precisamos aguardar o tempo de maturação biológica do enxerto que substituiu o ligamento que normalmente é de seis meses. Por isso, esta nova fase da recuperação será feita de forma gradativa e individualizada”, explicou Zenaide.
Como precaução, nesta nova fase de treinamentos, PH Ganso será reavaliado semanalmente pelo médico ortopedista José Ricardo Pécora, responsável por sua operação. Com isso, a intensidade dos exercícios físicos e técnicos poderá ser progressivamente aumentada de forma segura.
“Além das novas atividades em campo, continuaremos com as sessões de fisioterapia e fortalecimento muscular no Cepraf (Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol). Este trabalho é feito desde dois dias depois da cirurgia e tem sido bem sucedido. Prova disso foi o resultado do teste isocinético, no qual o Ganso teve aproveitamento equivalente a qualquer atleta do grupo”, explicou o fisioterapeuta do Santos FC, Avelino Buongermino.
Histórico
Ganso sofreu entorse do joelho esquerdo no segundo tempo da partida contra o Grêmio, na no dia 25 de agosto, no Estádio Olímpico, em Porto Alegre (RS), o que resultou em lesão do ligamento cruzado anterior e lesão parcial do menisco lateral. Três dias depois, passou por cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
O procedimento cirúrgico foi realizado pelo especialista em cirurgia de joelhos, o médico ortopedista José Ricardo Pécora, sendo acompanhado pelos médicos do Santos FC (também ortopedistas), Rodrigo Zogaib e Maurício Zenaide. O ligamento foi reconstituído através do enxerto do tendão semitendíneo, através de uma técnica anatômica e foi tratada a lesão do menisco lateral, que era do tipo radial. Todos os procedimentos foram feitos por via artroscópica e duraram 1 hora e 35 minutos.
Fonte: Site Oficial Do Santos
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